quarta-feira, 16 de junho de 2010

EDITAL DE CONVOCAÇÃO N° 2 /2010

Pelo presente instrumento, ficam os 22 membros efetivos da Academia de Letras de Crateús convocados para reunião extraordinária no dia 19 de junho de 2010, as 17 horas, na Casa de Arte e Cultura João Batista, para tratar da seguinte pauta: informações financeiras sobre a gestao das contas da Academia; calendário anual de reuniões da ALC; preenchimento de cadeiras vagas e apresentações dos memoriais e históricos dos sócios para a Sociedade; discussao acerca da SEDE da ALC; outros assuntos de interesse da Instituição.
Crateus, 19 de junho de 2010
A diretoria

quinta-feira, 10 de junho de 2010

DIRETAMENTE DE BRANGANÇA PAULISTA

Boa Noite a todos os companheiros(as) da ALC
Estou em Bragança Paulista para o prêmio da Antologia em homenagem ao título que a cidade recebe agora " CIDADE POESIA"Bragança é diferente das outras cidades paulistas, parece uma pequenina cidade da Europa que a gente ver em cartão postal, perdida entre as montanhas de São Paulo é poética realmente.Os escritores daqui , da ASES,se monstraram bastante interessados na academia de Crateús, me fizeram muitas perguntas e até mostrei o nosso site da ALC e novamente aquela pedra do rio poty com um poema escrito está se mostrando bastante útil.Sábado a noiite vai ser a festa do lançamento do livro que estarei levando 5 exemplares e um certificado por ter sido escolhido pra participar do mesmo. Dia 19 estarei na nossa reunião pra fazer um relatorio, acho, pois estou me sentindo um representante da ALC por aqui.Um abraço e até a próxima--
Raimundo Candido T Filho

terça-feira, 8 de junho de 2010

JOÃO ALFREDO LANÇA LIVRO EM CRATEÚS


João Alfredo lança livro sobre meio ambiente
nesta quinta-feira (10/06) em Crateús


O advogado, vereador, professor e ambientalista João Alfredo Telles Melo lança, nesta quinta-feira (10/06), às 19 horas, no auditório da Faculdade de Pedagogia de Crateús, seu mais recente livro: “Direito Ambiental, Luta Social e Ecossocialismo: Artigos acadêmicos e escritos militantes”.
Na obra, o desafio contemporâneo da superação da crise ambiental é discutido, após serem revisitadas as lutas socioambientais que marcaram as últimas décadas, bem como os debates da área do Direito em relação à questão ambiental.
O livro é enriquecido pela ilustração do artista plástico Hélio Rôla e pelas apresentações do sociólogo Michael Löwy (diretor emérito de pesquisas do Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS) – Paris), do professor de Direito Ambiental da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Paulo Affonso Leme Machado, e do jornalista Valdemar Menezes, editor-sênior do jornal O POVO. Também conta com as contribuições do diretor do Greenpeace, Sérgio Leitão, e do Presidente do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública, Guilherme José Purvin de Figueiredo.

A ACADEMIA DE LETRAS DE CRATEUS TEM A HONRA DE CONVIDAR TODOS OS SEUS MEMBROS A PRESTIGIAREM ESTE IMPORTANTE EVENTO.

A DIRETORIA

RITA BORGES DISSE:

SOU CRATEUENSE, E MORO EM BRASILIA-DF.MUITO ME ALEGROU VER UM LIVRO ESCRITO POR FLAVIO MACHADO, QUE O CONHECI NOS ANOS 60/70 - ÉPOCA DE JEC E JOC...MUITO ME INTERESSEI EM ADQUIRIR OS SEUS LIVROS, PRINCIPALMENTE O "CRATEÚS...." ONDE FALA ATÉ DAS PESSOAS COMO O TORÉ, ALGUNS JOGADORES. CITA TAMBEM DONA CELSA E ESPOSO....POIS CONHEÇO TODOS OS SEUS FAMILIARES AÍ EM CRATEUS, E AQUI EM GOIANIA-GO.FICAREI MUITO FELIZ SE CONSEGUIR MAIORES DETALHES,E COMO ADQUIRI OS SEUS LIVROS.ATENCIOSAMENTE,RITA BORGESrithaborges@gmailrittaborges@hotmail.com

domingo, 6 de junho de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

VIVA A VIDA!

Tomo a liberdade de invadir o espaço do blog da Academia para dizer que hoje é meu dia de agradecer, com toda a energia da alma, a graça de viver!

Segundo estudiosos, o dia 20 é o dia da sensibilidade.

Por isso, a poesia - uma das maiores expressões da sensibilidade humana - me fascina tanto.

Posto, hoje, dois poemas: um pedaço de um poema autobiográfico recente e um dos primeiros versos livres que escrevi, aos dezesseis anos.


Júnior Bonfim

RISCOS REFERENCIAIS

Volto aos barrancos de minha infância,

Às gitiranas doiradas que me abençoaram,

Às veredas escuras que me deram a luz,

Aos frondosos mufumbos que me perfumaram,

Ao estrume azul do velho Curral,

Ao piso vermelho do amendoim original

E retomo as essenciais interrogações

Que só a mim me interessam:

- De que argila fui moldado?

- Qual o húmus que sustenta minha canafistula pessoal?

- Onde aportarei em minha errante caminhada?

Se ainda estou sem resposta,

Pelo menos um alento de carnaúba carrego,

Do drama que minha tia Dalva nunca escreveu

Do alforje curado no couro dos Vieiras

Do som do pífano do compadre Pedro Cabloco:


Dos três que passaram e do derradeiro que ficou

Uma lição recolhi, uma tocha se acendeu,

Uma lamparina permanece me alumiando a alma:


Hoje sou outro!


(...)

Daquele Mondubim branco, minifúndio da alma,

Onde abri os olhos para os espasmos da vida

Recordo ainda o corpo imponente do vovô Tetero,

O benjamim eternamente verde e meditativo,

O olor do gado insubmisso, a risada dos tios,

A meiguice da vovó com o cuscuz de cada dia,

Os jovens destemidos montando os alazões elegantes,

A freqüência desprendida dos visitantes,

As barras de doce consumidas às escondidas,

O esparramado sol matinal de domingo,

As poucas flores que nunca beijei,

Os festivais de teimosia dos familiares,

A lesma reacionária grudada no pulso de alguns,

O racismo estúpido se enredando nas veias,

A alegria que bailava no olhar das donzelas,

O ritmo contagiante do fogo crepitando,

A carne conservada na gordurosa lata

E as tardes embriagadas de sorriso e paciência.


(Júnior Bonfim)

DEZESSEIS ANOS

Dezesseis anos... instante solene
É este em que inauguramos
Na agitada bandeira adolescente
Os nossos anos dezesseis...

Que poderia eu dizer-te
Pelo teu aniversário, pela minha vida?

Só posso te dizer o que é possível
Dizer uma pessoa que ama
Com amor
O que não é amável!

Tenho apenas aquilo que é tudo:
O sorriso de infância, a alegria permanente!
E a alegria te envio
Como uma carta transparente.

Eu sou, camponesa, o errante menino
Que não se banha com lágrimas
Nem experimenta roupas de tristeza.

Ando somente com uma luz suave
E tudo aquilo que me toca
Sente o poder da amizade.

Agradam-me os violões
E as músicas que lhes saltam.

Admiro os pássaros... e quando saio voando
Tenho o coração mais vasto que o horizonte azul,
E o Sol luminoso a cada dia de Paz
Afasta de mim as dores e cicatrizes.

Para esta aventura te convoco, amiga,
Como uma abelha que convida outra abelha
Para conhecer a Árvore de Mel.

Quero que a partir de agora passes
A pertencer ao que é fecundo e germinal:
À vontade de nascer – das sementes
À teoria silenciosa – das noites
À fúria juvenil – dos ventos
À claridade derramada – das manhãs
À floração colorida – das primaveras!

Sou apenas aquilo que não sou
E por isso te desejo que sejas
Aquilo que hoje tu não és!


(Júnior Bonfim, em "Poesias Adolescentes e Maduras")

sexta-feira, 14 de maio de 2010

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DA ALC

ACADEMIA DE LETRAS DE CRATEÚS - ALC

EDITAL DE N° 001 - CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DA ALC

Pelo presente edital, ficam convocados os 22 sócios da Academia de Letras de Crateús - ALC para reunião ampla que se realizará no dia 22 de maio, às 16 horas, na Casa de Cultura João Batista, situada a Rua Francisco Sá, proxima ao Colégio Regina Pacis, para tratar da seguinte pauta: 1) apresentação de situação financeira da ALC e demonstrativo de recolhimento das contribuições dos sócios; 2) aluguel de prédio para Sede da ALC; 3) definições de ações da ALC para o ano de 2010; 4) outros assuntos de interesse dos sócios.
Crateús, 14 de maio de 2010
Saudações Literárias
A Diretoria

segunda-feira, 19 de abril de 2010

UM TEOREMA DA COMPLETUDE

Demorei a escrever esta breve apresentação. Era como se a suave e poderosa voz interior imperativamente me ponderasse: ‘Calma!’. E me rendi à morosidade... Até porque quando gostamos de algo ou alguém nos inclinamos a demorar ao seu lado. Envoltos na atmosfera do afeto, sob a brisa deliciosa da satisfação, temos a tendência de esquecer o tempo. Por isso os antigos ensinavam: “a pressa é inimiga da perfeição”. Quando a gente se apressa para se ver livre de algo, é porque aspiramos esquecê-lo. O romancista Milan Kundera defende que “há um elo secreto entre a lentidão e a sabedoria, entre velocidade e esquecimento”.


O certo é que, paciente e tranquilamente, gostei deste livro. Aliás, já estimava o seu autor. Conheci o ourives que poliu estes versos, Raimundo Cândido Teixeira Filho, o Raimundinho, no Externato Nossa Senhora de Fátima, escola fundada por sua inolvidável genitora, a mestra Maria Delite Menezes Teixeira. Já divisava nele o olhar elevado, capaz de sobrevoar o trivial e atingir o transcendental. Depois, viramos colegas no ofício de magia e mistério chamado magistério, na Escola Técnica de Comércio Padre Juvêncio. Ultimamente, o magnetismo dos fonemas da poesia nos reaproximou e nos fez sentar em assentos próximos na Academia de Letras de Crateús.


Raimundinho é um desses raros seres que cultivam a invulgar habilidade de se comunicar pelo silêncio. É. Pouca gente consegue, nesse mundo veloz e loquaz, se comunicar sem nada falar. Tal Chaplin, mestre do cinema mudo, ele se recusa a ser máquina. Para se afirmar Homem. Homem é. Com o amor da humanidade latejando na alma.


À Pitágoras, este poeta é matemático. E filósofo também. Como sói acontecer com os que se danam a pensar e viram amigos do saber, haverá quem o considere estranho ou esquisito. No entanto, adianto que só alguém conhecedor desse naipe precioso é capaz de nos brindar com um , Teorema pra nos tanger e outras (esquisitices).


Neste livro, diamante geométrico, Raimundinho faz um passeio singular pela “matemática existencial”: vai ao poço fundo dos nossos poetas profundos (Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, João Cabral de Mello Neto), toca outros clássicos (como Guimarães Rosa), homenageia heróis que povoam a nossa memória (Peter Pan) e saúda ídolos que driblavam a apatia dominical, como o ‘galinho de Quintino’, Zico.



Entretanto, as formas mais delicadas de construções poliédricas foram reservadas para os cubos autobiográficos.
Em ‘Bodega’, ele observa que:


“Só a velha balança parada

Com os pratos vazios

Ponderava o que havia

De sabor no denso langor

De algo invisível a indicar

Que a tarde se dissipava

Pesarosa a chorar...”


Em ‘Periplaneta’, o anátema ao inseto:


“Mas a barata é um patife

Covarde no ínfimo ato,

Passa sebo nas canelas

Ao pressentir meus sapatos!”


É óbvio que partidas precoces, como a da irmã Gláucia, abalaram as formas básicas do sólido familiar. E ele registra em ‘Transmutação’:


“Ah, instante atroz,

Que ti invoca em ir!

Logo agora...

Fruto enraizado

Na imensidão

De um verde florir?”


Iniciado no átrio da sabedoria, sente uma ponta de angústia e se entedia com a mediocridade mundana. Desabafa em ‘Fastio’:


“Ultimamente,

tenho carregado demasiado peso:

ausências indefinidas,

presenças indesejadas

e saudade de um doce sal

que jamais provei!”


Este é um teorema que nos tange para os vértices da alma triangular da profundidade. Pitágoras afirmou que ‘todas as coisas são números’. E, dentre os números, o três simboliza a completude: a comunhão perfeita, a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus, Maria e José – a sagrada família. Também: liberdade, igualdade e fraternidade; presente, passado e futuro; luz, trevas e tempo; nascimento, vida e morte; ou ainda sabedoria, força e beleza.


Com indisfarçável alegria assisti a estréia do Raimundinho nos palcos literários com Karatis, seu primeiro pergaminho poético. Agora, nos mimoseia com este livro, que contém 58 (cinqüenta e oito) poemas. Coincidentemente, tirando 5 de 8, temos 3. Portanto, completo sob todos os ângulos.


Saúdo-o com um tríplice cumprimento poético!



(Por Júnior Bonfim – prefácio do livro , Teorema pra nos tanger e outras (esquisitices), de Raimundo Cândido, acadêmico da ALC).



sexta-feira, 9 de abril de 2010

A PUBLICAÇÃO DE UMA OBRA, O NASCIMENTO DE UM POETA

ROGERLANDO GOMES LANÇA LIVRO EM CRATEÚS
O LANÇAMENTO: TEATRO ROSA MORAIS, CRATEÚS
Encontro você no lançamento de meu livro de estréia CHÃO INAUGURAL, dia 17 de Abril / 2010, 19H30 no TEATRO Rosa Morais - Rua Francisco Sá, s/n°, Crateús, Ce.

A OBRA: Chão Inaugural

O livro foi dividido em três partes. Em todas, o poeta expõem-se e o que o inquieta: suas dores, os homens, os governos, a poética e a política.
Na primeira parte, os poemas são como que uma janela através da qual se entreve um “entrevado”: o iluminado.
Na segunda parte, Termos, o poeta, em peças curtas e discursivas dedica-se a perorar, atrás de grafar as “palavras mais irresistíveis”.
Na terceira parte, com poemas de temáticas diversas – infância, política, o mundo, enfim, suas inquietações –, o poeta encerra o livro indicando o desafio que a poesia épica representa nestes tempos de lirismo fácil: captação e escritura desta era de turbina.
O AUTOR : Rogerlando Gomes Cavalcante - Ano de nascimento? É o correspondente a 400 depois do ano da primeira edição (de 1572, produzida em casa do impressor António Gonçalves, de Lisboa) da obra máxima e fundante da língua – e poesia – portuguesas, Os Lusíadas, de Camões, no qual o Brasil é referido uma única vez. Aliás, essa “coincidência”, pode, quiçá, ser um bom augúrio poético, ou um acaso meramente simbólico: a publicação de uma obra, o nascimento de um poeta.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

(RAIZ DO) POEMA: TEOREMAS PRA NOS TANGER E OUTRAS ESQUISITICES

Este é o novo livro do poeta Raimundo Candido,
que será lançado no dia 16 de abril de 2010
O título já suscita grande curiosidade sobre como
um professor de ciências exatas
tece a teia incerta e inexata da poesia.
Esquisites?
Teoremas?
sensações?
Coisas de poeta mesmo.
So vendo para conferir!
Prestigie!

EXPEDIENTE DO ABSURDO - Rogerlando Gomes

Da americana República Federativa do Brasil
O mais farsesco e, brasileiro, mais latino – e ladino –
Presidente, essa terra assistiu cuspir – Cuspiu
Glórias inverossímeis e, por sabedoria, pus e desatinos.


E se não nos, porque a mim, não, vos representou.
Vossa soberba, vossa empáfia, vossa sagacidade,
A vos que dele e por ele e nele e ele também espelhou
À arrebatadora miséria de impronunciada felicidade.


Ouvi rumores de risos de despossuídos – e lautos – vindos
De fóruns, da caatinga, das matas, de alagados,,, rumores de continental
E de incontida global satisfação de mesmerizados indivíduos
Que vislumbraram grandezas, a negarem-se à pequenez do que real.


Esse real que feito de medidas humanas ao surreal
Das coisas apenas em palavras constantes desfaz
E impacta assim muito mais e definitivamente tal
Só a Natureza por si sobre nós e sobre si mesma se faz.


Da metamórfica República Federativa do Brasil
Não espero nada que não seja assim fantástico,
Que não fascine o mundo: uma cuspida no rio
Do presente que congele o universo e degele o ártico.


E o absurdo disso tudo não surge nem vem do Oriente
Nem lá da África, ou irrompe cá no Ocidente ou ali na Oceania
E, se é com o que me atrito, não advém de gente, mesmo e se, rente,
O absurdo é do mundo – e humano, e deles meu expediente e poesia.

POETA RAIMUNDO CÂNDIDO LANÇA NOVO LIVRO

O poeta professor Raimundo Candido lança, neste dia 16 de abril o seu novo livro: "poema(raiz quadrada de), teorema pra nos tanger e outras esquisitices²". A noite de autógrafos ocorrerá no CEJA, a partir das 20:00h.
O CEJA Professor Luiz Bezerra está situado na Rua Luiz Chaves de Melo, 530, Bairro Cidade Nova, proximo a passagem molhada que dá acesso ao Bairro das Cajás.
Todos estão convidados a prestigiarem mas essa invençao da literatura de nossa Cidade!

domingo, 4 de abril de 2010

TARDE URBANA


Tarde Urbana, extensão harmoniosa,
Quanta bondade eu queria possuir
Para estender-me sobre o pomar
De teu largo peito silencioso.

Deixa que venha e passe, Tarde Mansa,
Dentro da casa do meu sonho,
Toda clareza sem medida,
Toda a prática mal pensada,
Todos os passos feitos de infância,
Todos os vôos cheios de azul,
Todos os destinos que tiveram
Por pétala somente o Pão,
Por rumo apenas a Liberdade.

Traz a mim, Quadro Cristalino,
Terra Dura, Barro de Afeto,
Os castigos que mais te doeram,
as visitas que mais te alegraram,
tuas reconstruções mais felizes,
a brasa que mais te ardeu
durante o Fogo do Combate
e a música que aprendeste
da Bandeira Vitoriosa!

Dá-me, ó Pensativa Tarde Calma,
De água secreta e sino parado,
Que sentes o peso do Dia
E sabes a espera da Noite,
A borboleta de Luz sobre o leito,
O horizonte que ninguém imaginou,
A ponte invisível que liga
O morro dos lábios da União
Ao coração da estrada da Amizade.

Que na minha contemplação
Estejam presentes o estouro distante,
Os raios áureos do teu ocaso,
A flor germinal, a rosa organizada,
O sol que banha as palmeiras,
As folhas que conspiram escondidas,
As pedras que se plantam nos rios,
O dínamo que movimenta os seres,
O edifício construído na areia
Mas que eu possa sentir, sobretudo,
O humano sorriso ... sobre tudo.

Arvore Pura, Tarde Urbana,
Vivei em mim e sobreviverei
Á minha própria morte,
Cantai para mim e caminharei
Com a estrofe mais bela da Terra,
Subi comigo e voarei
Pelos espaços da alegria perene,
Oferece-me tua Paz nua e terei
Um amor mais amplo que o infinito!
(Júnior Bonfim, in Poesias Adolescentes e Maduras)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

OPORTUNIDADE PARA LANÇAMENTO DE LIVROS

Caros Colegas da ALC
A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará está divulgando o Edital do Prêmio Literário para Autor(a) Cearense 2010, visando estimular a produção e valorização dos autores e editores radicados no Estado do Ceará, promover a circulação do livro, preservar o patrimônio literário, incrementar a produção editorial estadual e regulamentar as inscrições para apresentação de propostas e seleção de projetos em Literatura e Cultura em 14 (quatorze) categorias.
São elas:
Prêmio Caetano Ximenes Aragão, de Poesia inédita;
Prêmio Jáder de Carvalho, de Romance inédito:
Prêmio Moreira Campos, de Conto inédito;
Prêmio Milton Dias, de Crônica/Memórias inédita;
Prêmio Rachel de Queiroz, de Literatura Infantil e Juvenil inédita;
Prêmio Alberto Porfírio, de Literatura de Cordel inédita;
Prêmio Otacílio de Azevedo, de Reedição;
Prêmio Eduardo Campos, de Dramaturgia inédita;
Prêmio Braga Montenegro, de Ensaio e/ou Crítica literária inéditos;
Prêmio Guilherme Studart de Ensaio sobre Tema Cultural inédito;
Prêmio Luiz Sá, de Álbum em Quadrinhos inédito;
Prêmio Manoel Coelho Raposo, de Publicação de Selo Editorial;
Prêmio Edigar de Alencar, de Publicação de Revista Literária/Cultural;
Prêmio J. Ribeiro, de Publicação de Álbum/Livro de Arte.
O Valor do prêmio varia de R$ 4.285,71 a R$ 2.857,14, conforme a categoria, mais publicação. As inscrições podem ser feitas no período de 18 de fevereiro a 31 de março de 2010. Maiores informações:http://www.secult.ce.gov.br/categoria1/premio-literario-para-autores-cearenses/Edital%20de%20premios%20literarios.pdf

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O FISCAL E OS ROMEIROS - de Elias de França

Eu lá estava para ganhar R$ 2 000,00:
o mínimo!
Eles, por uma graça e porque pagaram R$ 200,00:
o máximo!
Eu de pé às duas para zelar o erário público,
no máximo;
eles ao chão às duas porque o erário público não os zelou,
no mínimo.
Eles são felizes ou infelizes?
...
No mínimo.
Eu também,
no máximo!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

REPENSANDO O MEMORIAL


O mês de janeiro, precisamente o seu terceiro dia, assinala o natalício do maior gênio militar brasileiro: Luis Carlos Prestes. O gaúcho de Porto Alegre, aparentemente frágil na compleição física, era um verdadeiro gigante na estatura moral. A sua fulgurante trajetória - semeando os sonhos mais profundos da alma humana - o imortalizou como o “Cavaleiro da Esperança”.

Apenas para pontuar a força de seu dínamo mobilizador, no remoto 15 de julho de 1945, recém-libertado da prisão imposta por Getúlio Vargas nove anos antes, ele conseguiu lotar o estádio do Pacaembu, em São Paulo. Mais de 100 mil pessoas se acotovelavam para ouvir a voz do líder.

Sua fala contundente hipnotizou o público, que só o interrompia para calorosos aplausos. Na ocasião, o poeta maior das Américas, o chileno Pablo Neruda, leu uma saudação poética que encerrava assim: “Peço silêncio à América da neve ao pampa / Silêncio: com a palavra o Capitão do Povo / Silêncio: que o Brasil falará por sua boca”.

Prestes foi o principal insuflador da germinação libertária no Brasil do século passado. Liderou a maior cruzada cívica da história brasileira: a Coluna Prestes. Através dela, tocou as regiões mais lúgubres e as feridas mais sensíveis da pele da Pátria. Reacendeu e espalhou a tocha de uma sociedade mais justa e mais bela. O padre Geraldo Oliveira Lima, o cearense que mais pesquisou o assunto, nos oferece um parâmetro para aquilatar sua real dimensão: “A Coluna Prestes superou a marcha de Mao Tse-Tung, em número de quilômetros e em sacrifícios. É a maior marcha da Idade Moderna, e um símbolo de valores como ética e justiça. E Crateús é uma referência da passagem da Coluna pelo Ceará”.

A terra apadrinhada pelo Senhor do Bonfim galgou destaque por ter sido palco do único combate das forças revolucionárias. Geraldinho pontua em uma de suas obras sobre a passagem da Coluna através do Ceará: Frutuoso Lins, jovem em janeiro de 1926, narrou que quando o relógio bateu 3h “reboou uma saraivada de rifles e fuzis”. Lins explicou que João Calixto, guarda da Estação, revelou a euforia dos revolucionários no local: “Entre 4 e 5 horas da manhã, corriam eles pelas calçadas cantando ‘Mulher rendeira’ e gritando ‘Queima Chicuta’ e batiam com o coice do rifle nas portas da Estação”. O infante Gerardo Mello Mourão, assustado com o barulho da batalha, escondeu-se debaixo de uma mesa. Foi um confronto carregado de contorno épico. Isso conferiu a Crateús status de protagonista no enredo da Coluna.

Tive o gáudio de, na gestão do ex-prefeito Paulo Nazareno, ter integrado o grupo que participou da arquitetura reflexiva de um Projeto que visava resgatar e registrar esse singular fato da vida local. Àquela época, meados dos anos 2000, mobilizamos importantes segmentos da intelectualidade local e estadual discutindo esse desenho memorial. Lembro de uma produtiva reunião, realizada nas dependências do Estoril, na Praia de Iracema, quando compareceram vários próceres da esquerda cearense. As sugestões fluíam de modo cadenciado como a onda do mar à nossa frente.

Recordo que, em sua original concepção, o Projeto contemplava uma gama de ações distribuídas em três frentes:

1. Edificação de um Marco em homenagem à Coluna em local de grande visibilidade, preferencialmente na entrada da cidade.

2. Tombamento da Residência onde o Capitão Pretinho, disfarçado de mendigo, fora identificado e transformação daquele espaço em um Centro de Documentação e Registros da História da Coluna Prestes, reunindo ali um amplo acervo de pesquisa e informação. Tudo isso sob a coordenação da Universidade Estadual do Ceará – UECE/FAEC.

3. Construção de uma Praça, no Campo dos Vencedores, no bairro Ponte Preta, em homenagem aos membros da Coluna que tombaram em Crateús.

Dessas três ações, apenas uma se concretizou. Há cinco anos, em 14 de dezembro de 2004, foi inaugurado um marco à Coluna na Praça da Estação. É o quarto do Brasil. Único no Ceará assinado pela grife de Oscar Niemeyer. Quando miro essa obra, fincada em local impróprio, fico imaginando o quanto ignoramos sua importância histórica. Parece que é apenas um irrelevante espigão de concreto. Quase ninguém se detém a perscrutar sua significação simbólica. Até porque inexiste sequer uma pequena placa descritiva do Marco.

A praça está sendo objeto de reforma. Se tivesse ocorrido uma discussão prévia com a população, esse poderia ser o momento de recolocá-lo em local mais adequado.

É hora, também, de ressuscitarmos esse debate. Requalificando-o. Repensando-o na direção de sua contribuição ao futuro. Pois exemplos de dedicação, heroísmo e compromisso com as mais elevadas causas sociais precisam ser ressaltados.

A saga da Coluna Prestes, com seus arroubos equivocados e seus rumos certeiros, constituiu o mais expressivo movimento nacional rumo ao império da justiça e ao reino da liberdade.


(Por Júnior Bonfim – na edição de hoje do Jornal Gazeta do Centro-Oeste, Crateús, Ceará)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Isto é uma vergonha!"

"Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras.
O mais baixo na escala do trabalho."
Hoje não liguei a TV, não ouvi o rádio, nem quis saber da internet. Atitudes preconceituosas e desrespeitosas como a de Bóris Casoy me envergonham, atingem em cheio o meu orgulho de ser brasileira. Ligar a TV é ter que dar de cara com uma burguesia arrogante e desmedida, que embora se sustente na força do trabalho dos homens simples, ao fazer uso de uma hipocrisia disfarçada de generosidade, se apresenta a eles como solidários.

A mídia no Brasil é porta-voz da elite, nela a classe trabalhadora não tem espaço, se aparece na TV é para protagonizar a miséria e as mazelas sociais, para serem os coitados que os programas sensacionalistas necessitam para que seus apresentadores e patrocinadores sejam generosos. A miséria no Brasil dá IBOPE.

Mas um dia alguém se esquece de apertar um botão, de desligar um fio, de apertar um parafuso, e sem querer vem à tona quem verdadeiramente se esconde por trás da aparência solidária dos homens da TV. Foi assim, quase sem querer, que Bóris Casoy mostrou sua verdadeira face, que se confunde e se mistura a face de toda burguesia, a quem garis são simplesmente lixeiros, que ofendem pelo simples fato de aparecerem num jornal desejando felicidades ao povo.

Não fecho os olhos à hipocrisia de meu País, mas muitas vezes tenho vontade de fazer o que diz a canção de Renato Russo, porque “... se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar num mundo do meu jeito.” Nele garis são heróis, enfrentam todos os dias a indiferença das pessoas nas ruas e colhem de lá toda sujeira que depositam.

Lamento que a sujeira maior os garis não possam limpar, nem colher como lixo, porque esta está na mente perversa dos homens.

É como Renato Russo que eu me pergunto: “Que País é esse?”

Isis Celiane

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Tempo
Aldo Costa

Dizem que o tempo não volta
Porém, eu volto no tempo
Pro tempo em que todo tempo
Tudo ou nada era igual
Corria descalço na várzea
Tomava banho de rio
Passatempo de moleque
Ignorava fome e frio.

É... dizem que o tempo não pára
Porém, eu páro no tempo
No tempo em que tinha tempo
Para sonhar e amar
Sonhava com um mundo melhor
Um mundo em tempo de paz
Primeiro amor aflorava
E eu me entregava demais.

É... dizem que o tempo não corre
Porém, eu corro no tempo
No tempo capitalista
Não posso ter contratempo
Do tempo, somos escravos
Não dá prá temporizar
Na ciranda financeira
Falta tempo para amar!