quinta-feira, 30 de setembro de 2010

UM PALHAÇO NO PARLAMENTO

É quase certo que no dia três de outubro os eleitores do estado de São Paulo elegerão um palhaço, literalmente, para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília. Lá deverá defender os interesses do povo, muito embora o próprio candidato, como ele mesmo afirmou em sua propaganda eleitoral, reconheça desconhecer as atribuições de um parlamentar.
Cogitado como o candidato mais votado de São Paulo, o palhaço Tiririca, cearense, natural da cidade de Itapipoca, vem incomodando os veteranos da política, que, sob o argumento de que sua campanha "afronta à democracia e ridiculariza o parlamento", tentam barrar na Justiça seu direito de concorrer a um mandato eletivo. A Justiça, entretanto, sob o mesmo pálio da democracia, mantém o palhaço firme em sua disputa.
Ora, Tiririca não é uma afronta à democracia, tampouco ridiculariza mais o parlamento do que alguns que nele estão ou que nele pretendem estar. Tiririca é sim uma manifestação escancarada do cenário político brasileiro, caracterizado e assumido: é um palhaço. O que incomoda no candidato é a ousadia de mostrar-se caracterizado, de vestir-se como palhaço, de falar como palhaço, de fazer campanha agindo como palhaço. Tais circunstâncias não o tornam mais desrespeitoso com a população brasileira do que outros candidatos, mas certamente causam mais vergonha alheia.
Tiririca, que em suas propagandas eleitorais limitou-se a fazer piadas e trocadilhos com a eleição sem apresentar uma única proposta sequer, tem tudo para ser o candidato mais votado no estado mais populoso do Brasil. Significa claramente que uma parcela grande deste País desacredita que os representantes do povo possam de fato fazer alguma coisa para dirimir ou diminuir as mazelas sociais, e votam naquele que é mais famoso, mais bonito ou mais engraçado. Significa ainda que a educação não cumpre seu papel de educar e conscientizar, ela simplesmente prepara os indivíduos para permanecerem inertes ao sistema, que obedece a uma lógica absurda e desumana.
Ocupando uma cadeira na Câmara dos Deputados, Tiririca representará uma ferida aberta na honra de todos aqueles que terão que deparar-se constantemente com sua imagem refletida na face caracterizada do palhaço.

Isis Celiane.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

LAGO DE FRONTEIRA

As águas barrentas do Poty, quando as bênçãos dos céus lhes deixam existir, corroem voluptuosamente as íngremes margens areentas que logo se dissolvem e revelam as raízes sinuosas das oiticicas, dos melancólicos marmeleiros que nunca pensaram em perecer no meio desta abundante e fluvial corrente.
Lá na frente o rio enlanguesce, nos baixios. É pelo refluxo de suas águas que se deposita o sumo lodoso e rico como no Nilo bíblico: uma dádiva por uma inundação.
Mas por aqui sempre foi assim, uma terra bravia que só se apazigua quando o vigor sanguíneo do Poty lhe sacia os desejos nas entranhas, quando um vento brando lhe vem varrer a aparência esquálida amenizando uma latência desértica que sempre aflora desta sequidão .
Enquanto em sua calha atulhada só existir vento poeirento a correr fará com que os velhos mandacarus, espantalhos redivivos, como Cristos de braços abertos, lembrem promessas não realizadas por quem nunca teve intenção de cumpri-las, nem o cará aplacará a fome ao teiú e nem o carcará, com olhos de lince, encontrará alento em tanto galho seco e solidão.
Meu olhar, mesmo os olhos de muitos, sonha (Por quanto tempo, meu Deus, sonhará?) com o dia da redenção, como uma vez almejou um bardo chamado Demócrito para o seu impetuoso Jaguaribe que se esvaía ao mar. Depois de inumeráveis rogos e outras tantas súplicas aos céus, veio uma pinça hemostática salvando todo plasma, toda hemoglobina das sístoles dos invernos que não mais se foi perder no largo apetite oceânico.
Disseram uma vez que a esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade. Por isso espero, isto é, esperamos.... Sim, um coágulo de rocha é a nossa esperança antes de mais um desespero de quem gira e gira, como o surrado mundo, caindo sempre no mesmo cenário de desolação e tristeza. Que venha uma titânica represa como uma mão salvadora para estancar a milenar hemorragia do Poty, fechar o golpe na jugular da montanhosa garganta por onde escoa todo nosso abençoado líquido que representa vida e veremos que irá se comprovar o grande milagre da Saga Euclidiana no Sertão de Crateús, o intermitente poty se desdobrando num vasto mar e todas as ilusões que nos foram dadas em cem anos de promessas vãs se realizarem em um segundo... Amém!
Raimundo Candido

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

LANÇAMENTO DE LIVRO - "UM JARDIM CHAMADO NOIA" ROMANCE

A academia de Letras de Crateús
convida todos para o lançamento do livro "Um Jardim Chamado Noia", Romance do Escritor Deribaldo Santos, que se realizará no Quintal com Arte do Sindicato dos Professores, nesta sexta, 17 de setembro, às 19:00 horas.


Um Jardim Chamado Noia,
De Deribaldo Santos
A narrativa conta a saga de uma família.
- Trata-se de um romance memorialista, estruturado em curtos capítulos que correspondem a crônicas.
- Cada capítulo desenvolve em torno de uma célula dramática que reflete o cotidiano a partir da linguagem literária e da memória.
- O escritor escolhe, a partir da memória, um problema dramático, que desenvolve por meio da linguagem narrativa. É com essa linguagem que ele objetiva, reflete a memória do seu cotidiano, completando as lacunas com a criação ou ficção.
- Concorrem para a feitura da narrativa a observação da realidade, a imaginação e a memória.
PARTE I – 11 capítulos
1 O capítulo “O Cheiro do Shopping” trata do presente do narrador que tece questionamentos e denúncias sobre seu cotidiano atual, como uma espécie de novo integrante da classe média de Fortaleza. Aqui, o cheiro e a visão são usados como forma de captação objetiva da realidade que rodeia o sujeito, em busca de discutir querelas existencias e o anseio de transformar a sociedade. O deslocamento do narrador-personagem nesse meio atual será explicado e justificado em seguida, ao longo da história de sua vida em sociedade.
2 “Toda História tem seu começo”: origem da família, migração para o Rio de Janeiro, em 1968, em virtude de uma grande seca.
3 “O Jardim Noia e Suas Particularidades”: descrição e ambientação do espaço – Jardim Noia, bairro de São João de Mereti, Baixada Fluminense.
4 “A Faixa de Gaza Vietnamita”: continua a ambientação de Jardim Noia, um lugar hostil e repleto de violência.
5 “A Rua da Lama”: idem.
6 “A Varanda de Condão de Dona Clarice”: educação, primeira professora, ensino tradicional.
7 “A Prole”: enumera os integrantes da família, tios e primos, “conflituosa família” (p. 38)
8 “Água, Sede e Enchente”: trabalho comunitário para levar água potável para as residências. O narrador revela um sentimento de satisfação pelo trabalho realizado em grupo. Fala também das péssimas condições de infra-estrutura do local, principalmente quando chove.
9 “As Brincadeiras”: futebol.
10 “O Arraiá das Andorinhas”: festas juninas, o título é o nome de um arraiá, que teve grande importância na vida particular do narrador, teve um final trágico.
11 “Grêmio Recreativo Sovaco da Minhoca”: fala sobre samba e carnaval, tradição carioca; os bailes.
PARTE II – 11 capítulos
12 “Mais Flores sobre Esse Jardim”: local de produção de recursos para a criminalidade. Ao lado desse mundo, havia a luta pela sobrevivência. Fala sobre a perspectiva de vida e de futuro. O narrador retorna ao presente para fazer um contraponto entre a atualidade e aquele tempo vivido no Jardim Noia. Aqui, ele confessa serem a paixão e o conflito marcas de sua família.
13 “Seu Isidro e Dona Cassiana”: avós maternos do narrador. Conta a história de Isidro – filho adotivo de fazendeiro paraibano. Recebeu terras de herança que foram tomadas pelos poderosos. Casou-se com Cassiana sem consentimento do pai dela (motivo: racismo). Muda-se para Campina Grande.
14 “Do Brejo à Serra”: perfil psicológico do avô Isidro e as dificuldades de sobrevivência.
15 “Que Todo Sofrimento da Vida Seja ao Menos por Amor”: o namoro e o casamento de Isidro com Cassiana.
16 “Campina Grande e Sua Feira Central”: descrição e ambientação social, econômica e cultural de Campina Grande.
17 “Dona Janaína”: mãe do narrador, mulher autêntica, independente, decidida, batalhadora e generosa. O narrador confessa a tentativa de interpretar sua história. Tia Pilá cuidava à sua maneira da educação da prole.
18 “As Ilelas”: Janaína e Pilá, língua secreta usada por elas.
19 “Completando a Família”: Tio Jotão (Tia Pilá), Tia Branca (Tio Mandu), Tia Cheirosa.
20 “A Casca é Dura”: dificuldades que passaram Tia Pilá e Tio Jotão, logo após o casamento. Foram para o Rio de Janeiro, mas voltaram para Campina Grande. Vendo frustrado o sonho de tornar-se pedreiro em Campina Grande, Tio Jotão retorna ao Rio de Janeiro, depois mandou buscar a esposa, Tia Pilá. Aquisição de terreno no Jardim Noia e a heróica reforma da casa por Tio Jotão, aos domingos. A partir de então toda a família vai morar no Jardim Noia.
21 “Entre o Noia e a Noia Há Outra Opção?”: o autor-narrador tece considerações sobre a contradição do mundo objetivo. Levanta questionamentos existenciais, sobre as condições concretas e humanas, em relação à vida no Jardim Noia, onde viviam na pobreza e à beira da criminalidade, mas a família mantinha a união, talvez para assegurar a sobrevivência do grupo, em contraste com a situação atual da família que ascendeu à classe média, mas perdeu o vínculo que os unia outrora. A causa disso, o próprio narrador revela: a sociedade capitalista.
22 “Se Souber a Resposta me Diga”: o autor-narrador revela os motivos responsáveis pela saída do Noia e a volta ao Nordeste: “a união da família, associada a certos valores nordestinos”. Mais uma vez, revela a sua insatisfação com a situação atual, porquanto há contradição entre os problemas materiais resolvidos e a iminência do individualismo da nova geração.
Wellington Soares
Mestre em Literatura/Letras
UECE/FECLESC

domingo, 5 de setembro de 2010

A Nova Praça


A fotografia embotada pelo mofo e carregada de saudades que agora tenho em mãos, diz daquele momento que me dói, como em Drummond olhando sua ferruginosa Itabira estampada na parede. A imagem da praça de minha infância sai do passado escondido nesta foto descolorida e me faz lembrar uma entoada nostalgia de muitas vidas, de muitas vozes que um dia ecoaram no ar de meus dias. Eram simples, as praças, sem muitos atrativos, havia bancos encurvados de cimento sobre as sombras das verdes algarobas, que nos convidavam docemente, como se dissessem: estou aqui a sua disposição, sentem-se! E a gente tinha tanta intimidade com eles, os bancos, que sentávamos mesmo era no costado e não representava maus modos estampados aos olhos de hoje, pois era mesmo uma época de se sentar no chão, ou ficar de cócoras para uma conversa agradável sobre sombras do dia ou da noite. Logo, sentar sobre o reclinado de um banco de praça era uma prática menineira de meu tempo de praças.
Hoje, olho para o mesmo largo público que outrora era uma bucólica praça que sabia ouvir o sino da matriz nos chamados para os momentos de devoção, de alegria, de tristezas ou simplesmente para uma alegre quermesse paroquial e vejo algo diferente, moderno, mas que também chamam de praça: Praça de alimentação, acompanhando o moderno estilo de vida das grandes cidades, que me lembra até um Shopping Center colorido e piscante de feira neônica com seus aromas de óleos ensalivantes e não mais aquela luz tremeluzente e singela de outrora que ainda teima em pulsar em minha memória.
Como uma jóia no corpo de uma jovem moça vaidosa, ergue-se uma nova praça na cidade, que quer novamente ser princesa e novamente encantar e novamente embelezar como no passado recente dos meus tempos de praças. Ganhamos uma nova sala de estar, moderna, cheia de atrativos e ornamentos importantes como nos grandes centros do mundo: Praça do Ferreira, José de Alencar, Castro Alves ou na Praça da Paz Celestial. Sim, há uma nova extensão de nosso lar onde a socialização se processa.
Mas meu olhar se volta para os momentos felizes que guardo com carinho da velha praça de minha nostalgia, onde passo a passo, percorro as alamedas ensombradas pelas algarobas, e meu reservado siso compara os dois campos de urbe, o de agora e o de ontem e saudoso sussurra segredando ao meu ouvido:
- Sim, voltou! A velha praça voltou. Olhe para a multidão que passeia contente por lá! Estão como as borboletas que regressam ao ambiente que novamente ganhou vida! Mas algo importante falta ao lugar para ser como a aprazível praça do ar de meus dias. Falta o carinho que as “algarobas” lançam no ar, falta os desvelos feitos de leves sombras que amenizam a rijeza da luz e implantam todo encanto natural que somente uma árvore sabe implantar.
Raimundo Candido

domingo, 29 de agosto de 2010

CORAGEM

Vagas por estradas tenebrosas
Caminhos desertos
Noites escuras

Andas por mares agitados
Rios correntes
Tempestades tremendas

Atravessas os portais dos tempos
As ruas das utopias
As avenidas das projeções

Pisas sobre o chão de pedreiras
Sob as nuvens de sonhos
Sobre o solo fervente

Corre na velocidade dos moinhos
No tic tac dos relógios
Na lentidão dos dias amargos

Vive sobrevivendo às derrotas
Levantando-se à queda
Agarrando-se a esperança

És a fortaleza dos homens fracos
A fraqueza dos que não choravam
És tudo de quem só a ti tem

És a força que move o passo
A mão que chama e expulsa
És o olhar que encherga o abismo

Não és louca ou delirante
Nem tampouco realista
Vai além do que se pode

É o que move e estaciona
Leva o homem ao seu destino
Faz caminhos no impenetrável

O que nos leva ao impossível
Pela estrada dos ideais
É somente tu, coragem.

Isis Celiane

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

KARATYS

KARATYS
Aldo Costa

Minha terra tem mais luz
Tem a benção de Jesus - e do Senhor do Bonfim
Uma história que traduz
Nossa luta que reluz
Minha terra é Crateús

Não tem mais hospitaleira
Mais pacata, mais ordeira
Prazerosa aos habitantes
Calorosa aos visitantes
Já foi Fazenda Piranhas
Vila Príncipe Imperial
A beleza das mulheres
É seu referencial

Piauiense nasceu
mas por pura afinidade
Por Luis Correia em troca
Mudou de naturalidade
Nossa história, nossa origem
Ferreirinha sabe bem
Dos "onze" e dos revoltosos
Conhece como ninguém

Do Oeste é a princesa
Às margens do Rio Poti
Que nasce lá na Joaninha
E lhe abraça por aqui
Rasga as entranhas da serra
Fronteiras com o Piauí
Num grande Canyon que outrora
Foi berço dos Karatys

Do ex-prefeito milagreiro
Doutor Olavo Cardoso
Do nosso Primeiro bispo
Dom Antonio Fragoso
És como o primeiro amor
Apaixonante, podes crer!
Quem bebe da sua água
Jamais lhe vai esquecer!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

OUVIDO DE MERCADOR

OUVIDO DE MERCADOR
De: Aldo Costa

Chora à cântaros meu coração
Como vidro todo encanto se quebrou
Desde que você se foi e me deixou
Naufragando, em pedaços de ilusão

Chora à cântaros meu coração
Oprimido, solitário caracol
Que nem peixe fisgado no anzol
Buscando uma tábua de salvação

Coração, dá um tempo mas não pare prá pensar
Tem alguém querendo te disritmar
Fazer graça sempre que me ver sofrer

Coração, não faças ouvido de mercador
Sabes que meu sofrer é puro amor
Me ensina a buscar outro querer.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ESTÁ CHOVENDO RECONHECIMENTO NAS TERRAS CARATIUENSES

Apesar da seca transcorrida em 2010, talvez uma das mais severas dos últimos 100 anos, ultimamente tem serenado prêmios por essas bandas de cá. Raimundo Cândido, em Bragança Paulista, Elias de França, Lourival Veras e Lucas Evangelista na Secult e agora Luciano Bonfim na Funarte.
Prêmios, nos níveis desses aqui tratados, são muito significativos, principalmente quando se concentram em bom número numa cidade do sertão nordestino como Crateús. Demonstram a busca por saciar as fomes, não apenas de comida e bebida, mas também de diversão, arte, criatividade, originalidade, cultura, enfim, de sentidos para uma vida mais repleta e sublime.
Os prêmios significam reconhecimento de produção literária de altíssimo nível, posto que os autores contemplados submetem anonimamente suas produções a rigorosa avaliação de corpo de jurados altamente qualificado, onde se dá escolha dos melhores dentre centenas, milhares de outros trabalhos tambem de alto nível, dos mais variados estilos e autores, inclusive os dos grandes centros de produção cultural do Estado e do País.
Crateús pode e deve Celebrar com entusiasmos esses valiosos reconhecimentos que, uma vez dirigidos a seus filhos, são tão seus também, pois um povo faz uma cidade e a cidade faz seu povo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

QUEM SABi SABE!!!




14/07/2010 - Um vestido e um amor - sessão Cine Poty às 19:30h (Entrada Livre)

17 e 18/07/2010 - Feira Circulando Livros - Anfiteatro da praça da Matriz a partir das 18:00h

20/07/2010 - Brincadeiras Populares no quintal da Casa de Cultura de 09:00 às 10:30h.(Entrada Livre)

21/0/07/2010 - Dia da Animação (animação para criança) - sessão Cine Poty - 19:30h.(Entrada Livre)

22/07/2010 - Contação de História para Criançada - Quintal da Casa de Cultura das 09:00 às 10:00 h.(Entrada Livre)

28/07/2010 - A marvada carne - sessão Cine Poty

ENTRADA GRATUITA EM TODOS OS EVENTOS, PARTICIPE!
OBS: Programação Sujeita a Alterações.

Realização:
SABi - PC Cultura é para Todos
Casa de Cultura João Batista

EXCELENTE PROGRAMA PARA TODA A FAMILIA - FEIRA CIRCULANDO LIVROS


DIAS 17 E 18 DE JULHO
NA PRAÇA DO ANFITEATRO EM CRATEUS

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ESPANHA X PARAGUAI

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......Tudo bem, é um filme que se repete. Futebol tem disso, nem sempre é o melhor quem vence. Se o Brasil foi despachado que venha pra casa e só alguns jogadores. Sabemos que a grande maioria ficará por lá mesmo enchendo os bolsos de euros! Já enxugamos as lágrimas, iremos assistir o restante da copa sem muito abalo no coração. Em compensação a nossa arquiinimiga Argentina saiu de quatro, uma situação mais inconveniente que a nossa. ............................................
;;;;;Estou aqui, sábado 3 de julho, de novo na minha rede, um divã inspirativo que aqui e acolá me faz meditar e viajar por lembranças tão antigas e visões nem tão futuras. Mas agora assisto Paraguai vs Espanha, outro jogão. A terra de la mancha e das touradas credenciada ao título joga um futebol encorpado com toque de bola coletivo num misto de técnica e muita garra que lhe valeu a alcunha de fúria. Já o Paraguai faz sua melhor campanha em copas do mundo, tem uma defesa segura mas contou com a sorte para passar pelo Japão nos pênaltis e como é considerado o azarão nas casas de apostas tudo indica que, com licença do trocadilho, é realmente um “cavalo paraguaio”como o time de Dunga que me deixou muito triste.
Termina o primeiro tempo: 0 x 0, e enquanto isso meus dedos tamborilam por essas negras teclas. Aceito novamente o convite de minha rede para devaneios circunstanciais por outros ares onde se agitava os estandarte espanhois enfincado a custa do aço da espada e chego até a ouvir o estampido da pólvora no solo paraguaio quando era habitado por índios guaranis, gaycurus e payaguás. Em 1530, teve início a colonização espanhola, quando foi criado o forte de Nossa Senhora da Assunção (atual Assunção), a população nativa foi escravizada durante séculos, esse fato impulsionou a realização de missões jesuítas com o intuito de proteger os índios. O problema foi que por mais que os jesuítas fossem capazes de fazer um bom trabalho acolhendo os índios sem matá-los, quando esses eram “domesticados”, aprendiam a língua espanhola, a religião católica, e aperfeiçoavam seus conhecimentos de agricultura, estavam perfeitos para serem roubados pelos colonizadores espanhóis para serem forçados a trabalhar como escravos nas minas de ouro e prata. Foi um processo de genocídio e etnocídio violento, extenso e prolongado que resultou no maior massacre de comunidades indígenas da história.
;;;; há pouco tempo (1865-1870) Paraguai perdeu dois terços da população adulta masculina e muito do seu território na desastrosa guerra da Tripla-Aliança atiçada pelo imperialismo inglês para favorecer seus interesses, obrigando Brasil, Argentina e Uruguai a detruí-lo economicamente. Já que estamos relembrando nosso vizinho vale ressaltar que após tudo isso por que passou, o Paraguai continua um dos país com maior índice de corrupção ( mais que o Brasil, acreditem) e de pobreza do mundo. Sofreu pela ganância dos poderosos que dominavam para “tirar” suas riquezas e pelas mãos de caudilhos, chefes políticos e militares irresponsáveis que incutiram sofrimento, atraso, dor e morte. Recordando uma frase de Ernesto Che Guevara "as tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera" acreditamos que existe uma superação para tudo e a esperança por mais que sofra nunca morrerá.
........Volto ao jogo, 1 x 0 para a Espanha e Paraguai tem que voltar pra casa para repensar em seus problemas seculares, que sãoos mesmos do Brasil, mas por sorte retornaremos no mesmo voo do continente africano para America do sul: Brasil, Argentina e Paraguai , como irmãos, deixando o Uruguai como único representante das Américas respirando ainda algum sonho futebolístico para encobrir tanta injustiça que reina por este lado de cá.

..........................................Raimundo Candido

PATRONOS DA ALC - MEMORIAL

Maria Gláucia Menezes Teixeira Albuquerque

No dia 29 de março de 1953, em um Domingo de Ramos, na cidade de Crateús à Rua Frei Vidal da Penha 1500, as 14:30h nascia uma linda menina, a oitava, de uma prole de onze filhos de Raimundo Candido Teixeira e Maria Delite Menezes Teixeira.

O ano 1953 foi marcado por grandes transições políticas para a queda de Getúlio Vargas. Dr. Juscelino Kubitschek fazia política em Minas Gerais e seria em seguida o novo Presidente da República. O Ceará era governado por Raul Barbosa e administrava Crateús o Prefeito João Afonso de Almeida Vale.

Começava a grande aventura da televisão com a TV Tupi e o Brasil era o 4º País a ter esta inovação, sendo até então o rádio – a grande diversão nacional – preterido lentamente pela TV. Era essa a realidade do início da década de 1950.

No dia 19 de abril às 8:00h a menina foi batizada pelo Pe. Tupinambá Melo na Matriz do Senhor do Bonfim recebendo o nome de Maria Gláucia e tendo por padrinhos os tios que moravam em São Paulo, Milton Evaristo e Marinete Menezes, irmã de sua genitora. Os padrinhos foram representados por seu avô Júlio Facundo e Adonor Melo Lima e era vigário da Paróquia de Crateús o inesquecível Pe. Bonfim.

Maria Gláucia sendo uma das filhas mais novas e tendo ficado órfã de pai aos 10 anos, apegou-se de forma especial à sua mãe, transformando-a em sua melhor amiga e por ela sempre demonstrou grande afeição. Era uma menina doce, fina, amável e atenciosa para com todos, mas com a mãe o tratamento era excepcional, causava admiração.

Fez o Curso Primário, hoje, Fundamental no Externato Nossa Senhora de Fátima, escola de sua mãe, onde anos depois exerceu o cargo de Diretora Pedagógica. Aos 16 anos, incentivada por sua mãe, alfabetizou um grupo de operários da REFESA em Crateús, tornando-se assim Professora, muito cedo. Daí então não parou mais de lecionar e exerceu esta atividade em várias séries do ensino fundamental desta conceituada escola.

Professora vocacionada como sua mãe e irmãs, possuía a competência e habilidades naturais e aperfeiçoadas de uma exímia educadora. Exerceu a atividade de Professora no Externato até mudar-se para Fortaleza em 1974 para cursar ensino superior. Mesmo residindo em Fortaleza voltava sistematicamente a Crateús para diligências pedagógicas, mantendo-se na direção e administração desta escola – a escola da dona Delite, de 1979 a 1986.

De 1974 a 1978 lecionou na Escola de 1º Grau Eudoro Correia e Complexo Escolar Antonieta Siqueira, como Professora Polivalente, em Fortaleza. Mais tarde foi transferida destes Colégios para o Colégio Estadual Liceu do Ceará , ensinando Técnicas Industriais e Administração de Empresas no nível médio, até 1980. Período que também lecionou na Escola de 2º Grau Adauto Bezerra.

Foi Assessora Técnica em Educação no Município de Maracanaú, de 1997 a 1998. Lecionou no Curso de Pedagogia da Faculdade Integrada Christus, de 1998 a 1999, assim como na Faculdade FIC, na Universidade do Vale do Acaraú, na Faculdade Farias Brito ministrando disciplinas em Cursos de Especialização.

Em 1997 passou a ser Professora da UECE, quando ingressou no Departamento de Fundamentos da Educação do Curso de Pedagogia da UECE pelo Programa de Bolsa de Transferência Tecnológica da FUNCAP. A partir do ano 2000, após aprovação no processo de seleção passou a ser professora substituta. Em 2003 foi admitida através da Portaria Nº 0103/2003, para o cargo de Professor Assistente Nível V, do Grupo Ocupacional Magistério Superior, lotada no Centro de Educação, em regime de 40h semanais de trabalho, com dedicação exclusiva. Teve ascensão funcional para Professor Adjunto, Nível IX.

Maria Gláucia era pesquisadora da UECE, investigava a gestão do Projeto Educativo das Escolas de Ensino Médio no Ceará, em face de políticas e práticas modernizantes. Sondava a gestão educacional como ferramenta propulsora da efetivação das mudanças propostas pelo projeto político, assim como a adoção de teorias e práticas no sistema educacional influenciadas por experiências de organização da estrutura produtiva e instâncias empresariais. Investigava formas de democratização, participação, descentralização e a qualidade das escolas. Questionava os desdobramentos operados na escola na década de 1990, em função das propostas de modernização da gestão escolar, mediante processo de planejamento, da dinâmica institucional e interinstitucional da escola pública de ensino médio. Examinava conteúdos e fundamentos das diretrizes norteadoras da gestão escolar, da dinâmica institucional nos processos de planejamento das dimensões: pedagógica e financeira.

Sua pesquisa envolvia alunos de Graduação e Mestrado acadêmico em Educação. Trabalhavam na sua equipe os colegas: José Eudes Baima Bezerra, Francisco Carlos Araújo Albuquerque e Jeannette Filomeno Ramos.

Grande pesquisadora, uma investigadora científica. Era membro da ANPED desde 1997, participou de 10 bancas de mestrado e 6 qualificações de doutorado.
Integrante do Grupo EDUCAS, coordenava um Projeto de Pesquisa recém aprovado pelo Edital Universal do CNPq, mas não teve tempo de aplicar os recursos financeiros disponibilizados pelo Conselho Nacional de Pesquisa para suas investigações, tendo sido devolvido este recurso financeiro.

Seu crescimento pessoal e pedagógico parou em dezembro de 2008, pelo desígnio de Deus quando fez seu retorno à Casa do Pai. Faleceu em 30 de dezembro de 2008, mas sua dedicação ao Ensino Público de boa qualidade a fará imortal nos livros, nas escolas por onde passou e no Centro de Educação da Universidade Estadual do Ceará.

Maria Gláucia era casada com o Engenheiro Dr. Bismark Albuquerque Filho e deixou duas lindas filhas: Ingrid Menezes Albuquerque (22 anos) e Érika Menezes Albuquerque (20 anos), ambas universitárias.

Escreveu os seguintes livros
Política e Gestão Educacional: contextos e práticas. Fortaleza: Ed.UECE, 2008.
Estrutura e Funcionamento da Educação Básica. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2002.
Política e Planejamento Educacional. Fortaleza: Edições demócrito Rocha, 2002.

Assim como Capítulos de livros tais como

Albuquerque, M.G.M.T.; Farias, Isabel Sabino – A educação para a juventude na perspectiva dos usuários do PROJOVEM em Caucaia-Ce. In: Educação Básica Contemporânea: Política, Planejamento e gestão. 1ª ed. Fortaleza: Ed UECE, 2008.
Albuquerque, M.G.M.T.; Farias, Isabel Sabino – A educação para a juventude na perspectiva dos usuários do PROJOVEM em Caucaia-Ce. In : Política e gestão educacional: contextos e praticas. 1ª ed . Fortaleza: ed. UECE, 2008.
Albuquerque, M.G.M.T. – O lugar da escola no planejamento educacional: contextos e conceitos necessários a formação docente. In :Formação e prática docente Ed. Fortaleza: Ed. UECE, 2007.
Albuquerque, M.G.M.T.- Para aprender a aprender In: Educação: olhares e saberes. 1ª Ed. Fortaleza : Edições Demócrito Rocha, 2001










quinta-feira, 1 de julho de 2010

UM ANO DE ACADEMIA DE LETRAS EM CRATEUS


Era 13 de junho, dia de Santo Antonio. Nas ruas e terreiros desses vales Potis os crateuenses abrasavam suas fogueiras honrando a tradição dos Santos Juninos Nordestinos e, no Teatro Municipal Rosa Moraes, vinha à luz um rebento, de nome feminino que, mesmo recém nascido, valia a síntese de 22 feitores de palavras: A Academia de Letras de Crateús – ALC.


É do gênero dos entes sociais a quem as tradições costumam atribuir grandes poderes, inclusive o da imortalidade dos seus integrantes, mas sobretudo o poder de congregar a fonte da palavra lúdica, das frases e versos capazes de materializar a sensibilidade dos poetas, as verdades sutis, a beleza nos pequenos detalhes e na singeleza da vida, tornando sublimes as expressões dos sentimentos.


Para tamanhas pretensões, um ano é só um pequeno lapso de tempo, mas ainda assim a nossa jovem Academia deu muito o que falar. Seu nome foi lembrado nas principais ações culturais da cidade, sendo convidada para solenidades de formaturas da Faculdade, lançamentos de livros, eventos artísticos e culturais, alem de ser festejada como força motriz nascente da literatura, aqui e em outros lugares Brasil-a-fora que da mesma tenham tomado conhecimento.


E quando precisou erguer a voz e subir o tom, a Jovem Academia não se omitiu. Assim ocorreu quando a nossa biblioteca pública estava ameaçada de ser demolida, em virtude de um projeto de construção de praça, a ALC agiu incisivamente em defesa da nossa casa de leituras chamando à reflexão as autoridades, fazendo que fosse revisto o projeto.


Um único ano também foi bastante para, das hostes da ALC, viessem a ser lançados mais 6 livros de nossa terra, tendo como autores, alem deste que vos escreve, Padre Geraldino, Flavio Machado, Junior Bonfim e Raimundo Cândido. E quando lá na Capital acontecia a Bienal Internacional do Livro, a maior de todos os tempos no Ceará, lá estivemos para participar do Lançamento da segunda coleção PAIC prosa e poesia, de edição da SEDUC, da qual somos parte com o livro “zungo, zunzungo” de literatura infantil, e o Mestre Lucas Evangelista com sua banca de cordéis encantando a todos com suas rimas.


Nesta Academia de Letras ainda tão menina, já se podem ver e espera-se que tenham assento, sejam como membros ou patronos, as mais importantes mãos que materializaram em letras esta terra e seu povo, tanto aqueles até então conhecidos, como os que hão de vir.


Academias de Letras existem para serem o oxigênio que há de fomentar acesa a chama da criatividade da palavra, para todo o sempre, ainda que o curso da história, tangida pela modernidade fantástica e, às vezes, quase estúpida, chegue a impressionar aos olhos com suas geringonças sensacionais. E a nossa ALC assim se constituiu, como que nascida das chamas de todas aquelas fogueiras acesas em 13 de junho de 2009, broto desses Sertões, predestinada a semear versos, prosas, repentes, relaxos que sejam, como vingas de esperança na forma de letras nas mentes dos homens e mulheres que são e fazem a consciência viva do nosso povo.
Elias de França
Presidente

domingo, 27 de junho de 2010

Alemanha x Inglaterra

Hoje, 27 de junho, deitado preguiçosamente numa rede, assisto Alemanha vs Inglaterra que duelam num gramado verdinho pelas oitavas- de- final na Copa da África do Sul. No belo estádio de Soccer City em Johanesburgo , num mata-mata como chama o comentarista na TV, os dois times correm desesperadamente com a “jabulani” nos pés, com o único objetivo: o gol e vencer o adversário a todo custo, com táticas, habilidades, suor e força. A Alemanha começa vencendo com um gol de Klose que iguala, em gols, a marca do nosso glorioso Pelé e logo em seguida outro gol de Poldosk, dois a zero Alemanha, mas rapidamente o zagueiro Upson fez o primeiro da Inglaterra.
Enquanto o jogo prossegue na TV, minha mente viaja por outra batalha, outro embate severo e sem comparação, quando os dois países duelaram pelos campos de uma Europa arrasada, faminta, depredada e em ruínas num mata-mata real e vergonhoso, de sangue e lágrimas com sofrimentos sem igual na nossa historia .Uma guerra monstruosa onde milhares de jovens do mundo inteiro perderam a vida. A ganância de um monstro chamado Hitler se fazia valer, varado de fome grunhia por sangue e poder, mas rapidamente um time do bem se formou como um eixo, firme e forte, para barrar o mal que espalhava tanto sofrimento, tanta angustia e morte.
Volto a minha rede e dou graças por perceber que o duelo de hoje é só nas quatro linhas da tela de minha TV e rogo para que nunca passe novamente destas linhas, embora a ganância do mundo continue a prevalecer e a vontade de superação das nações continue a fervilhar nas veias dos homens com a mesma ambição insana que cega e mata.
A Alemanha Vence o duelo de hoje e segue para o próximo jogo, mas que os germânicos tomem cuidado porque pela frente tem um time verde e amarelo com ganância de bola, samba no pés e fome de hexa! Que venham los hermanos ou os europeus jogando abobrinha, no futebol mundial só dar canarinha!
Raimundo Candido.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

EDITAL DE CONVOCAÇÃO N° 2 /2010

Pelo presente instrumento, ficam os 22 membros efetivos da Academia de Letras de Crateús convocados para reunião extraordinária no dia 19 de junho de 2010, as 17 horas, na Casa de Arte e Cultura João Batista, para tratar da seguinte pauta: informações financeiras sobre a gestao das contas da Academia; calendário anual de reuniões da ALC; preenchimento de cadeiras vagas e apresentações dos memoriais e históricos dos sócios para a Sociedade; discussao acerca da SEDE da ALC; outros assuntos de interesse da Instituição.
Crateus, 19 de junho de 2010
A diretoria

quinta-feira, 10 de junho de 2010

DIRETAMENTE DE BRANGANÇA PAULISTA

Boa Noite a todos os companheiros(as) da ALC
Estou em Bragança Paulista para o prêmio da Antologia em homenagem ao título que a cidade recebe agora " CIDADE POESIA"Bragança é diferente das outras cidades paulistas, parece uma pequenina cidade da Europa que a gente ver em cartão postal, perdida entre as montanhas de São Paulo é poética realmente.Os escritores daqui , da ASES,se monstraram bastante interessados na academia de Crateús, me fizeram muitas perguntas e até mostrei o nosso site da ALC e novamente aquela pedra do rio poty com um poema escrito está se mostrando bastante útil.Sábado a noiite vai ser a festa do lançamento do livro que estarei levando 5 exemplares e um certificado por ter sido escolhido pra participar do mesmo. Dia 19 estarei na nossa reunião pra fazer um relatorio, acho, pois estou me sentindo um representante da ALC por aqui.Um abraço e até a próxima--
Raimundo Candido T Filho

terça-feira, 8 de junho de 2010

JOÃO ALFREDO LANÇA LIVRO EM CRATEÚS


João Alfredo lança livro sobre meio ambiente
nesta quinta-feira (10/06) em Crateús


O advogado, vereador, professor e ambientalista João Alfredo Telles Melo lança, nesta quinta-feira (10/06), às 19 horas, no auditório da Faculdade de Pedagogia de Crateús, seu mais recente livro: “Direito Ambiental, Luta Social e Ecossocialismo: Artigos acadêmicos e escritos militantes”.
Na obra, o desafio contemporâneo da superação da crise ambiental é discutido, após serem revisitadas as lutas socioambientais que marcaram as últimas décadas, bem como os debates da área do Direito em relação à questão ambiental.
O livro é enriquecido pela ilustração do artista plástico Hélio Rôla e pelas apresentações do sociólogo Michael Löwy (diretor emérito de pesquisas do Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS) – Paris), do professor de Direito Ambiental da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Paulo Affonso Leme Machado, e do jornalista Valdemar Menezes, editor-sênior do jornal O POVO. Também conta com as contribuições do diretor do Greenpeace, Sérgio Leitão, e do Presidente do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública, Guilherme José Purvin de Figueiredo.

A ACADEMIA DE LETRAS DE CRATEUS TEM A HONRA DE CONVIDAR TODOS OS SEUS MEMBROS A PRESTIGIAREM ESTE IMPORTANTE EVENTO.

A DIRETORIA

RITA BORGES DISSE:

SOU CRATEUENSE, E MORO EM BRASILIA-DF.MUITO ME ALEGROU VER UM LIVRO ESCRITO POR FLAVIO MACHADO, QUE O CONHECI NOS ANOS 60/70 - ÉPOCA DE JEC E JOC...MUITO ME INTERESSEI EM ADQUIRIR OS SEUS LIVROS, PRINCIPALMENTE O "CRATEÚS...." ONDE FALA ATÉ DAS PESSOAS COMO O TORÉ, ALGUNS JOGADORES. CITA TAMBEM DONA CELSA E ESPOSO....POIS CONHEÇO TODOS OS SEUS FAMILIARES AÍ EM CRATEUS, E AQUI EM GOIANIA-GO.FICAREI MUITO FELIZ SE CONSEGUIR MAIORES DETALHES,E COMO ADQUIRI OS SEUS LIVROS.ATENCIOSAMENTE,RITA BORGESrithaborges@gmailrittaborges@hotmail.com

domingo, 6 de junho de 2010